A PIALC é uma empresa dedicada à promoção da transformação social, cultural e econômica, utilizando projetos de arte, cultura e fomento de mercados para integrar comunidades e indivíduos ao mundo.
Jairo Vinagre Araldi, fundador da PIALC, possui uma sólida formação acadêmica e profissional. Economista pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, sociólogo pela Universidade da Cidade de São Paulo e mestre em Políticas Públicas pela FLACSO (Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales) na Argentina, ele atua como formador em projetos culturais, incentivando a arte como ferramenta de registro sociológico no Brasil, Argentina e Paraguai.
A trajetória da PIALC, que teve início em maio de 2011, é marcada por um compromisso contínuo com a inclusão social e o desenvolvimento cultural. Inicialmente, a organização implementou projetos em SAICAs (Serviço de Acolhimento Institucional para Criança e Adolescente) administrados pela UNAS Heliópolis e Institutos Mensageiros. Nesses ambientes, Jairo Araldi liderou a formação de educadores sociais, utilizando ferramentas teatrais para o desenvolvimento de equipes.
No ano seguinte, a PIALC assumiu a supervisão técnica do SAICA Raios de Sol e dos MSE (Serviço de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto), que atendem adolescentes em conflito com a lei. Além disso, coordenou o projeto e a edição da Revista Multiplicando Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde brasileiro e a Organização Panamericana de Saúde. Em 2012, Jairo Araldi foi convidado para estruturar e dirigir o setor de projetos da UNAS Heliópolis, onde seu trabalho resultou em um notável aumento do orçamento da organização, de 5,4 milhões de reais em 2012 para mais de 23 milhões em 2014, um feito reconhecido pela ABONG (Associação Brasileira de ONGs) na publicação “O dinheiro das ONGs”.
Em 2014, a atuação da PIALC expandiu-se internacionalmente quando Jairo Araldi aceitou um convite para a captação de recursos para um documentário em Rosário, Argentina. Na cidade, a PIALC desenvolveu programas de formação de educadores e realizou atividades com pacientes de instituições psiquiátricas e jovens em situação de risco. Foi durante essas oficinas de leitura e escrita que a PIALC publicou o primeiro livro de Bruno Corpacci, dando início a uma frutífera parceria que resultaria em mais cinco obras do autor. No mesmo ano, Jairo coordenou a edição da revista “Centro de Educação Infantil Heliópolis”, com o apoio da FICAS, Actionaid Brasil e UNAS Heliópolis.
A consolidação da PIALC seguiu nos anos subsequentes com um volume crescente de trabalho e parcerias. Em 2015, a empresa produziu a exposição “Realismo Sucio” de Bruno Corpacci no Centro de Exposições da Câmara de Deputados da Argentina, em Buenos Aires, com recursos da Câmara de Deputados. No Brasil, em Fortaleza, a PIALC, em parceria com a Fundação Silvestre Gomes e o Ministério da Cultura, formou agentes de leitura e administrou recursos para o Bloco Doido é Tu, parte do Carnaval de Rua da cidade. Além disso, produziu o espetáculo “Ideologia Barata” em Rosário e prestou consultoria em captação de recursos para a Associação Cultural Cine Favela em São Paulo, mantendo essa colaboração até 2018.
Em 2016, a PIALC realizou a produção executiva do documentário “Editor por editor”, que narra a vida do editor Massao Ohno. Este projeto foi executado com o apoio do Itaú Cultural, Ministério da Cultura e Embaixada do Japão no Brasil. Ainda nesse ano, a PIALC editou o livro e produziu a peça “La Covacha” de Lautaro Lamas em Rosário, Argentina, com o suporte do Ministério de Cultura da Província de Santa Fé, e coordenou o programa educativo de Comunicação Audiovisual Intercultural RIQCHARY da organização FUNCRUSUR em Liniers, Buenos Aires.
Em 2017, Jairo Araldi e a jornalista Daniela Landin publicaram uma coletânea de contos de oralidade dos povos Qom, Pilagá e Wichi na província de Formosa, Argentina. O projeto, que contou com recursos do Programa Ibercultura da Organização dos Estados Ibero-americanos, uniu diversas organizações brasileiras e argentinas. O novo logotipo da PIALC, colorido e representativo da diversidade cultural da América Latina e Caribe, foi inspirado na capa dessa publicação, desenhada pela artista plástica Juliana Kase.
Em 2018, a PIALC expandiu sua atuação para Assunção, Paraguai, onde, em parceria com a Embaixada da Espanha e o Centro Cultural Juan de Salazar, realizou a produção executiva e Jairo Araldi atuou como curador da exposição “El libro en Ohno”. A mostra incluiu a exibição do documentário “Editor por editor”, que foi legendado pela equipe da PIALC. Além disso, a empresa editou e organizou os livros “Memória Histórica do Colegio Doctor Francia” e “Las zonas rojas” de Asunção, em colaboração com o Ministério de Educação e Ciências do Paraguai.
Em 2019, a Editora PIALC publicou “A casa de teto azul” de Carmen Cáceres, com o apoio da Secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo. A PIALC também realizou a produção executiva e Jairo a pesquisa sociológica para o documentário “No beco da Preta” do Cine Favela Heliópolis, em parceria com a Fundação Luterana Diaconia, e editou o livro “Relatos Sudamericanos” de Lautaro Lamas, com o apoio da Facultad Libre de Rosário, Argentina. Nesse ano, a PIALC criou o site Paraguay Sobre Ruedas, que, pela ausência de publicações especializadas, rapidamente se consolidou e, em 2021, tornou-se o site automotivo mais visitado do Paraguai. Outro marco importante foi a produção da peça “El Corazón del Vaticano” de Juan Leguizamon em Assunção, uma obra crítica sobre o assédio de padres a seminaristas, que, com o apoio da Agência de Cooperação Espanhola para o Desenvolvimento e Embaixada da Espanha no Paraguai, fomentou um debate crucial sobre a expansão dos direitos LGBTQIA+ no país.
Em 2020, durante a pandemia, a Prefeitura de São Paulo reconheceu o trabalho da PIALC Editorial com o Prêmio Aldir Blanc, fortalecendo a continuidade de suas ações culturais relevantes.
Em 2024, apesar da saída das operações no Paraguai pelas constantes violações de direitos que sofremos no território, as ações sociais e culturais da PIALC foram fortalecidas, consolidando-se como ferramentas para a evolução da liberdade de imprensa e o combate às violações de direitos humanos. Nesse ano, Rafael Araldi Vinagre integrou o corpo diretivo da PIALC, enriquecendo a equipe com sua expertise em arte e fortalecendo a atuação do grupo em leis de incentivo, análises financeiras e contábeis, além de ampliar as ferramentas tecnológicas para a inovação social.
Em 2024 e 2025, a PIALC vem fortalecendo ainda mais sua rede de parcerias, incluindo colaborações com o site Catraca Livre, conhecido por sua promoção de cultura e cidadania, e com a Matilha Cultural e Salve Games, plataformas que combinam arte, sustentabilidade e inovação. Outros parceiros estratégicos são o Instituto Nanquim, dedicado à valorização da arte e educação, e o Coletivo Lado a Lado de Música, que promove a inclusão social através da música. No âmbito do patrimônio cultural, a PIALC colabora com o Museu Lajedense em Pernambuco. No teatro, a Cia Buraco d’Óraculo, referência em teatro de rua em São Paulo, a Cia Teatral Olhos de Dentro, focada em teatro inclusivo, a Cia Palco Teatral de Curitiba, a Cena IV Companhia de Teatro e a Cia Karazowgz, especializada em teatro de sombra, serão parceiras importantes. A música clássica chega com a Orquestra Yansiki, e a música brasileira com os cantores Daniel Feittosa através da MPB e Marcos Jandryne levando o samba fora do eixo Rio-São Paulo. Além disso, os espetáculos e ações da Whizz Cultural Agência de Vinhedo também estarão presentes, ampliando o leque de iniciativas da PIALC em diversas frentes artísticas e sociais.
Desde 2025, a PIALC expandiu sua atuação para a captação de recursos e sustentabilidade institucional, abrangendo agora projetos esportivos, ambientais e de saúde, consolidando seu compromisso com um espectro mais amplo de desenvolvimento social. Paralelamente, marca-se o nascimento do Instituto PIALC, uma iniciativa dedicada à inclusão digital para combater o analfabetismo digital, promover ações de advocacy focadas em orçamento público e controle social, e desenvolver políticas públicas de saúde, com ênfase no controle e tratamento do diabetes e da saúde mental, além de criar fluxos de pressão popular sobre o Congresso, Assembleias e Câmaras brasileiras.
